12.12.14

La marge au centre - tráfico de drogas e Guiné-Bissau

Em última análise, a fragilidade criada por um ditador-predador deixou um país de tal forma pobre e desorganizado que atraiu os grandes traficantes internacionais. O sentido de sobrevivência das pessoas fez o resto. Na Guiné-Bissau:



La marge au centre:



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11.12.14

O Put-in é um sintoma

Há muito que tenho esta opinião: a nossa corrupção, o nosso sistema largamente assistemático, não são necessariamente africanismos. É preciso fazer estudos comparados com os países ex-comunistas e a Rússia não é excepção. Façam um pequeno e divertido exercício a partir desta recensão a um livro de Pomerantsev:


http://www.worldaffairsjournal.org/article/land-magical-thinking-inside-putin’s-russia

14.11.14

Kremlin Returns to Soviet Practice of Stripping Citizenship | World Affairs Journal



De onde nos veio, talvez, essa prática da nacionalidade por exclusão, tão comum durante a I República, o tempo do partido único, justamente, que se apresentava como aliado do PCUS:



Kremlin Returns to Soviet Practice of Stripping Citizenship | World Affairs Journal:



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27.10.14

Eleições na Tunísia


Devagar, devagar... 

Bem?

Eleições na Ucrânia


Pouco a dizer sobre as eleições ucranianas: para quem tinha dúvidas, uma pesada derrota para Putin e sus muchachos, uma demonstração cabal de que as manifestações da Praça Maidan eram mesmo genuínas e representativas. E Putin não tinha dúvidas. Agora mais ninguém tem. 

Eleições no Brasil


Ser reeleita, no segundo turno, com quase metade dos votos não foi nenhuma façanha para Dilma Rousseff. Nem para Aécio Neves a derrota foi propriamente consoladora. O empate técnico registado até ao fim, somado à abstenção muito elevada para uma eleição presidencial no Brasil, demonstram que os brasileiros e brasileiras tiveram dificuldade em se rever nos candidatos mais votados.

O sinal mais interessante, a meu ver, que vem daí e de uma primeira análise das eleições para Governador em segundo turno, é o da procura de estabilidade por parte do eleitorado. Um país com muitos partidos representados nas estruturas de poder vem, eleição a eleição, reduzindo o espectro de partidos viáveis e apostando cada vez mais em três ou quatro grandes agremiações, que formam essencialmente (e episodicamente, conforme os casos) dois blocos: um em torno do PT, o outro em torno do PSDB. 

Repare-se na nítida tendência para reeleger governadores, bem como no facto de a maioria deles ser ou do PSDB, ou do PMDB - tendo aí sofrido uma pesada derrota o PT, que venceu exceções tal como o PSB. E são sobretudo estes os quatro partidos que ficam. 

De forma geral, nas eleições para Governador, o PSDB ficou muito bem e o PMDB em segundo lugar. O que é também sintomático: 

1) dos erros de campanha e dos pontos fracos do candidato Aécio, que mesmo assim lutou muito para rebater pesquisas que o davam como necessariamente perdedor, por margem maior, para Dilma;

2) da vontade de mudança, mas de uma mudança com estabilidade e continuidade das políticas positivas (como aconteceu na transição de Fernando Henrique para Lula).

Essa lenta consolidação e concentração do sistema partidário brasileiro, de que faz parte uma inclinação para mudanças graduais e construtivas, é o melhor recado que o eleitorado brasileiro podia dar aos mercados e à comunidade internacional. - claro, também aos seus políticos.


8.10.14

Kobané e o mapa regional


A erupção do 'Estado Islâmico' (uma das muitas contradições dele está logo neste nome, pois pretendem criar um Califado idealizado totalmente fora do que se conceba como Estado) veio, para além de outras coisas (como denunciar em silêncio a corrupção que os alimenta comprando-lhes petróleo, estando entre os compradores o próprio Iraque), veio reabrir feridas profundas. É possível que os seus chefes, ou o seu chefe, contassem com isso. 

Uma delas prende-se com os Curdos. Povos que se formaram como tal numa zona montanhosa que hoje entra no Irão, na Turquia, no Iraque, na Síria e em territórios que já foram arménios, eles foram sofrendo as mais variadas (e geralmente longas) invasões, mesclando-se geneticamente e culturalmente com os povos invasores e criando assim uma comunidade de povos cada vez (ironicamente) homogénea, com uma identidade comum. Povos aguerridos, intermitentemente são independentes. 

Nos desenhos dos novos mapas do mundo, sobretudo no século XX, eles não tiveram lugar, mais uma vez, para formar uma nação. Daí que pegassem em armas e, sob outras formas também, lutassem pela unificação política do seu povo. Nada mais justo. 

Para manterem a luta armada precisaram de fazer alianças, incluindo com a URSS, o que fez com que se tornassem, em certa altura, aparentemente comunistas. Aconteceu com eles o que se passou também com vários movimentos de libertação africanos e do chamado 'Terceiro Mundo'. O MPLA por exemplo, que se dizia comunista quando era constituído por uma maioria estruturalmente conservadora e de uma religiosidade institucional.

Com o advento do Exército Islâmico e a falência completa do Iraque como Estado e como Exército, mais uma vez os Curdos viram uma luz ao fundo do túnel: tornavam-se aliados necessários e tinham prestígio como combatentes. 

Aí começou a desenhar-se uma questão delicada: para combater o EI era preciso reforçar os curdos, mas de maneira que estes não viessem criar outra alteração de fronteiras (que é um dos maiores problema que traz o EI, ao querer recuperar fronteiras medievais). Os curdos jogaram e jogam forte no combate ao EI por outros motivos também mas acredito que principalmente por objetivos estratégicos: cria-lhes maior respeitabilidade internacional e dá-lhes armamento de que precisam para reivindicar o seu território histórico. 

Os EUA e o 'Ocidente' parecem desastrados na sua reacção. Não podendo resolver tudo com bombardeamentos aéreos, nem podendo arriscar uma invasão terrestre duvidosa (que os envolveria numa guerra longa, com muitas baixas), não podem também armar os Curdos de maneira a torná-los muito fortes depois da derrota do EI.

A Turquia, temendo o mesmo, manteve uma posição discreta e distanciada. Agora, finalmente, anunciou a queda de Kobané antes do tempo e, em simultâneo, propôs a invasão terrestre. O objectivo é claro: derrotar o EI sem dar força aos Curdos e proporcionando indirectamente o controlo do Curdistão em países como o Iraque e a Síria (que a Turquia não vê com bons olhos).

Naturalmente não agiriam sozinhos, o que diminui os seus riscos e o principal deles em termos de retórica política: o desgaste moral interno e externo. Os Curdos procuram resistir e pedem mais armas para não deixarem Kobané justamente para também evitarem uma invasão aliada com a Turquia num papel e numa presença decisivos. 

De repente, Kobané ganhou uma dimensão e uma importância que nunca teve, apesar de estar na fronteira em que está. Ali se joga, neste momento, o futuro mapa regional. 

(um estudo interessante sobre os Curdos pode ser lido e baixado aqui).


28.9.14

14.9.14

Putin e a extrema-direita europeia



A propaganda russa manipula bem o saudosismo pela antiga URSS. Muito anti-imperialistas dos anos 60 a 80 vibram com entusiasmo quando a Rússia de Putin desfere mais um golpe na liberdade e na vontade países independentes e que o são, de facto, porque a URSS acabou. 



Ao mesmo tempo a propaganda russa encobre o mais que pode a instalação e consolidação de um disfarçado regime de partido único. A rejeição de candidatos 'perigosos' tem aumentado, bem como a sua prisão, sobretudo se denunciam o imperialismo russo. A velha esquerda internacionalista e revivalista, habituada que estava a colaborar nisso, de bom grado contribui sem pedir nada em troca. 



Mas o regime de Putin não tem nada de esquerda, nem de marxismo. É uma espécie de salazarismo russo, com a diferença do acentuado militarismo e expansionismo. 



O expansionismo russo toma por base, como o hitleriano, as comunidades russas em países vizinhos. Com essa desculpa Hitler invadiu tudo o que podia até o Ocidente entender, por fim, que não havia paz possível. Putin faz o mesmo em nome dos russófonos. 



Uma pergunta fundamental para compreendermos a sua política é: quem são estes russófonos e como foram para ali? 



A propaganda soviética legitimava o expansionismo russo afirmando que precisava de criar unidade popular entre os vários componentes da União. Porém, em nome disso, o que fez? Tornou em minorias, ou maiorias escassas, os povos de uma dada região transferindo-os forçadamente para outros países da ex-URSS. Esses povos tiveram que integrar-se nas novas comunidades, tiveram que aprender russo e, muitos deles, tiveram simplesmente de desintegrar-se para sobreviverem nos novos países, assimilando a cultura e a língua russas e tornando-se, portanto, mais um factor favorável ao expansionismo russo. 



Os russófonos, porém, de que falo não são esses, são os da outra face da moeda. Tal como esses tinham que abandonar a terra natal sua e dos seus antepassados, outros vinham ocupar os seus lugares. Eram russos, geralmente operários, com pouca educação, com salários baixos mas desfrutando de regalias e facilidades práticas por virem da Rússia, centro do poder da ex-URSS. 



A maioria esmagadora dessas comunidades funcionou e funciona como colónias: não adquirem as línguas locais, não se integram nas comunidades locais e só entram na vida política local para defender a aproximação maior ainda com a Rússia. 



A intervenção putinesca em favor destas comunidades é, na verdade, a manipulação do seu saudosismo a favor do novo expansionismo russo. A sua actuação visa consolidar uma política meramente colonial, em que uma comunidade exógena se impões às locais ou tenta fazê-lo, sem qualquer respeito pelas suas especificidades. 



A velha esquerda dos anos 60 a 80 e seus resquícios actuais, ainda raivosa pela vitória do capitalismo sobre o capitalismo de Estado, coloca-se afinal na defesa do último colonialismo direto do mundo. 



Para quem vê de fora, a incongruência é clara. Tanto quanto a perceção de que não é geralmente esse o seu lugar. 



Já o mesmo não se passa com a extrema-direita europeia. Essa extrema-direita é extremamente parecida com o putinismo: põe um verniz de democracia sobre as garras mas, na verdade, procura ir instalando - aparentemente por mecanismos democráticos legais - ou protegendo ou divulgando políticas ditatoriais. 



O combate à emigração passa por isso. Para os operários franceses, ex-PCF ou seus filhos, é o combate novo pelo emprego. Para os dirigentes europeus é a manipulação do desemprego para expulsar todos os que não se integrem numa visão fundamentalista dos seus países. É o mesmo que Putin promove com a Igreja Ortodoxa por exemplo. Os estrangeiros têm que se integrar e assimilar totalmente na cultura das nações a que chegam.  



Se, por um lado, parece compreensível que os estrangeiros sejam obrigados a respeitar as culturas nacionais dos países a que chegam, isso não implica necessariamente assimilação, abandono das suas culturas de origem, significa apenas que, em havendo choques culturais, a cultura que domina legalmente é a dos países receptores. Portanto significa que os grupos de emigrantes não podem exercer pressões no sentido de colonizarem os países que recebem com a imposição do seu fundamentalismo. Ou seja: é uma rejeição da transformação do emigrante em colono. 



Mas a extrema-direita não quer isso. Ela quer, simplesmente, o apagamento dos traços culturais próprios de estrangeiros que vivam no país. E que os seus nacionais, por seu turno, não tenham que sofrer o mesmo quando vivem fora da sua pátria. Por isso a extrema-direita europeia se dá bem com o fundamentalismo nos outros países. A ideia é a de que, se "os vossos pais lutaram pela independência", agora curtam-na, fiquem lá na terra deles a viver à vossa maneira e nós ficamos na Europa a viver à nossa maneira. É uma rejeição total e egoísta do processo cultural multímodo gerado pela globalização. Nesse aspecto a mesma que orienta Bin-Laden e... Putin. 



O dirigente russo conhece tudo isto muito bem. Daí que ele namore, não a velha esquerda europeia, mas a nova extrema-direita. Estes nacionalismos, tendencialmente imperialistas e, portanto, contraditórios, é que antes e até hoje conduzem a guerras, em geral desastrosas porque as guerras raramente se fazem para a felicidade dos povos. 



De onde que não me surpreendam as informações que servem de base à análise para que remete a hiperligação. A velha esquerda e mesmo os velhos liberais é que deviam tomar isso mais a sério:





Strange Bedfellows: Putin and Europe’s Far Right | World Affairs Journal:







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8.9.14

russismos


Há mulheres um bocado menos atrativas que acham que, forçando laços, prendem os pássaros. Putin faz o mesmo: não tendo a Rússia tão poderosa e atrativa como os EUA, vai apanhando pequenas falhas de aliados ocidentais psra tentar fazê-los reféns. É o que faz com o gás. Mas assim põe-se na posição de parceira forçada: logo que surja algo de novo os pássaros fogem para outros braços e a Rússia fica orgulhosamente só. Guerreando feio.

http://www.worldaffairsjournal.org/article/yes-russia-matters-putin’s-guerrilla-strategy

6.9.14

cinismo internacional


Realmente, era uma obrigação das grandes potências, ao menos, preocuparem-se com o que se passa na Líbia e no Iraque. 

Digo das grandes potências e não do Ocidente. Porque a Rússia também é uma grande potência militar, faz alarde disso, criticou intervenções americanas que, segundo os saudosistas da propaganda soviética remanejada por Putin, estariam na base das situações actuais. No entanto, não propôs nenhuma intervenção para minorar o sofrimento desses povos e países e assim corrigir os erros do 'Ocidente'. Pelo contrário, continua com a sua política de agressão aos vizinhos, protegendo colónias de russos que, após anos de vida em países vizinhos nem sequer se esforçaram por aprender a língua deles e respeitar a cultura desses povos que os acolheram. Nem deixaram de se considerar superiores quando não têm nenhuma razão para isso. 

A verdade é que a Rússia e a China só se lembram do sofrimento dos outros quando é para criticar os EUA  e os aliados 'ocidentais'. Tal como estes só se lembram do sofrimento dos povos quando lhes dá jeito. 

Os povos não têm pais. Ou se seguram ou estão perdidos.



22.8.14

O Brasil-caranguejo?



Alguns amigos que me desculpem, mas isto, para além de socialismo errático e de vulgata populista, é só andar para trás. A pedrada cai bem no meio do charco:



Sonháticos e pesadeláticos, por Nelson Motta - Ricardo Noblat: O Globo:



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6.8.14

Bourdieu e os ‘gostos’ da ‘nova classe média’ - | Observatório da Imprensa | Observatório da Imprensa - Você nunca mais vai ler jornal do mesmo jeito



Também essa esquerda brasileira agora no poder não está a educar o povo?



Bourdieu e os ‘gostos’ da ‘nova classe média’ - | Observatório da Imprensa | Observatório da Imprensa - Você nunca mais vai ler jornal do mesmo jeito:



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The Jewish Press » » Left-wing Orgs Criticize Decision Not to Investigate IDF



A falta de senso crítico, por parte das esquerdas mais ou menos amanteigadas (=pacifistas) do Ocidente que as protege e financia, mesmo em Israel (e dos políticos fracos que as fingem acompanhar para ganharem votos), torna-se irresponsável e criminosa. Sempre os mesmos argumentos e sempre a mesma incoerência. Alguns tópicos:



1) Não se deve perseguir o Hamas porque os rockets que ele atira não estão a matar pessoas. Não matam graças ao sofisticado sistema anti-rockets desenvolvido pelos israelitas, não por humanismo do Hamas. É preciso deixar que o Hamas consiga matar mais gente para que Israel passe a ter o direito de evitar que ele tenha mísseis e rockets e capacidade para destruir Israel como oficialmente pretende? Matar com rockets e mísseis entretanto importados do Irão, país antidemocrático, onde a oposição foi violenta e sanguinosamente esmagada já por mais de uma vez? Porque não pediram investigações ao Irão nessa altura, nem ao Hamas quando seletivamente matou, por vezes acusando-os de espionagem a favor de Israel, todos os seus opositores em Gaza? 



2) Outra acusação: não se deve atirar a alvos civis e chama-se alvos civis a escolas e hospitais que o Hamas usa para lançar rockets, transformando crianças e doentes em escudos humanos e alvos civis em alvos militares. Como se pode pedir uma investigação independente quando se oculta  a origem do problema? Os rockets foram ou não foram lançados de hospitais e escolas? A ONU calou ou não calou isso?



3) A vitimização do Hamas esquece o problema básico: a não aceitação do Estado de Israel. Israel fez uma proposta que podia resolver o problema: o Hamas desmilitarizava Gaza. Em troca Israel não atacava mais Gaza. Claro que o Hamas recusa, porque pretende a destruição pura e simples de Israel. E, no entanto, podia aceitar, havia maneiras de arranjar garantias internacionais para defender Gaza, que podia ser um território independente, governado por palestinos, mas declarado sob proteção da ONU.



4) A vitimização do Hamas esquece também a pacificação das relações de Israel com a Cisjordânia. Embora lenta, recheada de incongruências e recuos em que também Israel tem muitas responsabilidades, a pacificação dessas relações vai dando a Abbas e a essa parcela da atual Palestina uma credibilidade internacional que a leva a enfrentar com sucesso as falhas dos israelitas nos areópagos internacionais. É possível, portanto, agir de outra forma com Israel, pelo que se deduz que a culpa destas guerras em Gaza é só da responsabilidade do Hamas. A quem essa responsabilidade deve ser assacada e que deve responder por isso como criminoso de guerra que é. 



The Jewish Press » » Left-wing Orgs Criticize Decision Not to Investigate IDF:



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5.8.14

Angola: execução orçamental


Segundo o semanário luandense Expansão, a execução do investimento do OGE ficou apenas em 13% no I trimestre.

Boas notícias? Não. Segundo o mesmo semanário, o fraco ritmo do investimento público já levou o FMI a rever em baixa a taxa de crescimento do PIB este ano.

Por sua vez a pauta aduaneira é responsável pela fixação da inflação em 7,5%.

Um caso, talvez, de má gestão dos investimentos e do dinheiro a investir; outro de ausência de gestão das expectativas e consequências criadas por uma medida polémica.

Mas vamos caminhando, mesmo assim. Não é?

17.5.14

Alexander Yessenin-Volpin - A brief biography in his own words



Uma biografia curta de uma figura extraordinária de poeta, matemático e defensor dos Direitos Humanos, que entre outras coisas contesta que a tradição russa seja oposta aos DH:



Alexander Yessenin-Volpin - A brief biography in his own words: ""Words, nothing more. And for such words a man could be shot.""



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22.3.14

Europa disposta a dar “um murro” à Rússia que pode doer a todos - PÚBLICO



A Europa dos oligarcas? Não. A Europa do gás, fragilzinha, dos fofinhos tradicionais das juventudes partidárias, a Europa dependente da Argélia, da Rússia, da Ucrânia por falta de uma estratégica antecipação a este tipo de problemas.



Europa disposta a dar “um murro” à Rússia que pode doer a todos - PÚBLICO:



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A balança - PÚBLICO



É isso mesmo, Vasco Pulido Valente. Só esquerdistas cegos e retrógrados não percebem que não se trata da guerra de um justiceiro (imaginem Putin justiceiro! ainda por cima de esquerda, ele, o amigo dos oligarcas obedientes, com a Igreja Ortodoxa a rezar por ele e tudo...) o justiceiro socialista Vladimir Putin a vingar o terrível imperialismo ianqui! Não se trata disso, mas sim do retomar da velha Rússia e dos interesses dos impérios do Norte no século XIX, que levaram à I Grande Guerra. E os argumentos de Putin são muito parecidos com os de Hitler, por exemplo os que o austro-alemão usou relativamente aos Sudetos. Não são os de Angela Merkel, figura (para mim desagradável) que alguns esquerdistas vesgos querem conotar com um paranóico IV Reich, mas os argumentos de Putin, proteger os seus, responder aos apelos dos seus, da sua 'raça', etc.



E continuo na minha: pela pressa com que Yanukovich largou o poder e fugiu para a Rússia é porque sentiu que o seu padrinho não o protegeria mais, já devia haver algum acordo, pelo menos tácito, que era este: a Crimeia para a Rússia e a Ucrânia para a U. E. Até porque eram dois factos consumados: Yanukovich era já odiado na Ucrânia e não tinha muito poder real; a Rússia, por seu turno, era imbatível na Crimeia. Resta saber o destino das outras regiões de maioria russa na Ucrânia.



O que há de novo, relativamente ao século XIX, é que a Rússia só tem apoiado ditaduras, acolhe ex-ditadores, recolhe fundos dos que querem fugir ao fisco, apoia líderes que, pela sua intolerância, levaram às guerras civis nos seus países. É sintomático a Rússia não ter ainda apoiado nenhum democrata, nenhum líder político a lutar pela liberdade para o seu povo, mas apenas ditadores em crises de grande constestação interna. Para quem está do lado da liberdade, ainda que a liberdade condicionada do capitalismo, não há qualquer dúvida sobre Putin e a Rússia de hoje.



A balança - PÚBLICO:



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19.3.14

Turkey on the Brink: Will Elections Undo Erdogan? | World Affairs Journal



Uma boa análise sobre a atual encruzilhada turca. Há um dado fundamental: o caminho de Erdogan até aqui foi tão promissor porque ele precisava de, por via democrática (por via de eleições consideradas livres pela 'comunidade internacional'), atingir a maioria necessária para poder quebrar consensos e instaurar uma república mais islâmica do que democrática, ao mesmo tempo que satisfazer os apetites financeiros dos mais próximos (incluindo familiares). Ao sentir-se à-vontade, com a última votação que teve, começou a mostrar quem era. Os resultados estão à vista. Pode ser que a máscara de mais este 'visionário', apoiante dos Irmãos Muçulmanos no Egito, caia também.



Turkey on the Brink: Will Elections Undo Erdogan? | World Affairs Journal:



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Abe’s Gambit: Japan Reorients Its Defense Posture | World Affairs Journal



Pelos vistos está em marcha um crescendum militar no Extremo Oriente. Os impérios que se vieram reconstruindo depois do fim da Guerra Fria estão lentamente a afiar as garras e a preparar (ou prevenir?) novos conflitos. Assim como na Crimeia, também entre a China e o Japão:



Abe’s Gambit: Japan Reorients Its Defense Posture | World Affairs Journal:



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13.3.14

Os oligarcas amigos de Moscovo

Alguns ressentidos esquerdistas de outrora parecem preferir a Rússia destes oligarcas, muito parecida nisso com as ditaduras de direita que antes combatiam na América Latina. Porque será que o fazem?



(Some leftists resentful of yore seem to prefer these Russian oligarchs,
much like it with the right-wing dictatorships that they once fought in Latin
America. Why they do this?)



Ukrainian oligarch Firtash, wanted by United States, arrested in Vienna | Reuters:



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18.2.14

Should There Be One Ukraine? | World Affairs Journal



Um bom momento, entre outras coisas, para discutir e experimentar as doutrinas federalistas:



Should There Be One Ukraine? | World Affairs Journal:



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The Domain of Spain: How Likely Is Catalan Independence? | World Affairs Journal



Uma análise sóbria e bem fundada do historial e das expectativas de uma possível independência da Catalunha - que não será nada fácil, nem internamente (em Espanha), nem externamente (na Europa e na ONU):



The Domain of Spain: How Likely Is Catalan Independence? | World Affairs Journal

18.1.14

Constituições Tunísia Egipto - Expresso.pt


Uma boa análise, isenta, sobre a recente evolução destes dois países, maioritariamente islâmicos e com partidos laicos fortes (embora não muito populares). Os únicos, talvez, que podem escapar ainda aos pesadelos invernosos das primaveras sanguíneas do Islão fanático e autoritário.

Constituições Tunísia Egipto - Expresso.pt

14.1.14

Ariel Sharon - obituário razoável



Uma breve biografia, muito bem informada (li lá coisas que nunca tinha lido - por exemplo a ligação dos pais de Sharon ao socialismo) e equilibrada sobre

Ariel Sharon (1928–2014) | World Affairs Journal

13.1.14

Investimento do Estado no ensino superior está abaixo de 0,3% do PIB - PÚBLICO

A cegueira portuguesa quanto a investimento em Ensino Superior, Investigação e Ciência continua intacta. Não é questão de ministro nem de ministério. É um mistério mais fundo... um país que aposta na burrice e um Estado que insiste na fuga às suas responsabilidades estratégicas.

Investimento do Estado no ensino superior está abaixo de 0,3% do PIB - PÚBLICO:

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7.1.14

The Brooklyn Burkeans Publications National Affairs


Nesta hiperligação

The Brooklyn Burkeans Publications National Affairs

um bom resumo do início do neo-conservadorismo nos EUA, principalmente centrado na figura de Irving Kristol e da sua esposa. É um resumo elucidativo, que completa as indicações dadas em vários momentos pelo próprio Kristol e numa espécie de auto-biografia intelectual que figura como Secção I em Neoconservadorismo: autobiografia de uma ideia (Lisboa: Quetzal, 2003).