22.4.18

Brasil: Presidenciáveis enfrentam mais de 160 investigações



Nem todos estes casos são equivalentes - os processos contra Ciro Gomes, por exemplo, derivam mais de excessos retóricos, como alegou a sua assessoria. Não é o mesmo que roubar. Já os delitos de opinião de Bolsonaro me parecem bem mais graves e denunciam o seu perigoso populismo. Mas também não é o mesmo que roubar, receber dinheiro escondido, enfim, corromper-se, corromper, deixar-se corromper, pedir para ser corrompido. 



Isto mostra que, por um lado, a política recorre à justiça para continuar a fazer política; mas, por outro lado, mostra que muitos candidatos não deviam candidatar-se, não têm condições morais para isso. Pelos vistos, Marina Silva, João Amoêdo e Henrique Meirelles escapam, alguns outros beneficiam da dúvida, quase nenhum deles tem, neste momento, apoio significativo, só Marina. 



Curioso ver se a campanha se inclinará para o tipo das do Paquistão e da Índia, que usam a imprensa e a justiça para intoxicar a opinião pública envenenando a imagem do adversário, ou para uma intoxicação doseada, saberemos qual, se a que permitiu a Trump ser (imaginem!) o soldado n.º 1 dos EUA, se qualquer processo mais democrático e limpo. 



Presidenciáveis enfrentam mais de 160 investigações em tribunais pelo país - 22/04/2018 - Poder - Folha:



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26.3.18

Emprego informal tira força da retomada

Emprego informal tira força da retomada - 26/03/2018 - Mercado - Folha:





Suspeito que não seja somente emprego informal mas compra e venda informais também, circulação de moeda completamente fora da economia formal, que o estudo do mercado sempre terá dificuldade em contabilizar e prever.



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24.3.18

Castela continua a incendiar a Catalunha

Rajoy, seus ministros, sua 'normalidade' apoiada por um rei que não consegue superar o seu primeiro-ministro, continua a incendiar a Catalunha. Não sei quantos votos vai ganhar no resto da Espanha, mas vai suscitar muito mais ódios do que havia antes. E, sobretudo, esta Espanha, herdeira da Castela da Cruz e da Espada, mostra que não consegue ser democrática. O seu jogo será sempre o da força. 



Caladinha, ainda que agindo na sombra para baixar a fervura (intermitentemente), a União Europeia cada vez se desacredita mais como defensora da liberdade e dos direitos cívicos. Com Trump a espezinhar a América (e tentando espezinhar o mundo), a liberdade fica sem defensores com poder significativo. Lamentável: as alternativas são todas autoritárias. 



Penso que Jean-François Revel tinha previsto isto, embora não com estes acontecimentos em concreto. 



Catalunha - Turull fica preso mas quer ser presidente, mesmo contra o juiz:



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″Há uma campanha russofóbica sem precedentes″

E há uma Rússia agressiva, invasiva, impiedosa e ditatorial a justificar a campanha. Como se podem fazer de vítimas? 



Rússia - ″Há uma campanha russofóbica sem precedentes″:



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11.3.18

The Latest: China lawmakers abolish presidential term limits | Fox News



Não surpreende nada. A limitação dos mandatos a dois anos foi uma máscara da moda para os novos ditadores iludirem os ingénuos. Eram, de facto, ditaduras e ditaduras pessoais, portanto, tarde ou cedo, em África como no resto do mundo, se desfaz a máscara e se prolongam os mandatos. O continente africano, ainda assim, dá um exemplo à China, porque há reações, por vezes violentas, crises, manifestações, polémicas (e repressão!). Na China, tudo em silêncio, como na Rússia, um domínio completo sobre o país. 



The Latest: China lawmakers abolish presidential term limits | Fox News:



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