Artigo no The guardian, para quem tem memória muito curta...
What Vladimir Putin didn't tell the American people about Syria | Anna Neistat | Comment is free | theguardian.com:
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Comentários e reflexões sobre política internacional, modelos de atuação política e retórica da propaganda política
12.9.13
6.9.13
Syrie - "Les preuves françaises ne sont pas de vraies preuves" : Interview avec Randa Kassis, ancienne du Conseil National Syrien
Entrevista interessante com uma dirigente política e jornalista franco-síria laica:
Syrie - "Les preuves françaises ne sont pas de vraies preuves" : Interview avec Randa Kassis, ancienne du Conseil National Syrien:
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5.9.13
Pope Francis: Resurrecting Catholicism’s Image? | World Affairs Journal
a renovação da Igreja Católica a partir do Papado:
Pope Francis: Resurrecting Catholicism’s Image? | World Affairs Journal
Pope Francis: Resurrecting Catholicism’s Image? | World Affairs Journal
23.8.13
dans la bibliothèque privée d'Hitler
... com nova edição e capítulo inédito, foi reeditado o livro de Thimothy W. Ryback, jornalista do New yorker, do Wall street journal e do New York Times que vive em Paris.
A partir do estudo dos livros das bibliotecas de Hitler (melhor dito: do que delas sobrou) o autor ajuda-nos a focar com maior nitidez o retrato e a biografia do líder nazi.
Do conjunto ressalta uma figura pouco surpreendente para quem o avaliou com frieza e conhece alguns dos lugares-comuns sobre ele. O que Hitler mais procurava nos livros que efetivamente lia era, ou a confirmação do que pensava e queria dizer (uma legitimação intelectual para as suas teses e os seus objetivos), ou livros de divulgação que lhe permitissem exibir informações sobre determinado assunto sem o estudar a fundo.
Conhecia, por exemplo, muito sobre história de armamentos, de tanques, de guerras europeias anteriores. Estas informações eram, no entanto, enciclopédicas e não podiam torná-lo um bom general (à medida em que aumentava a sua interferência nas operações militares, aumentavam os fracassos do exército alemão).
É também notório que poucos livros de filosofia leu de facto. A sua enciclopédia era muito mais limitada do que ele fazia parecer. E, no entanto, esteve quase sempre rodeado de pessoas intelectualmente superiores a ele, com mais leituras e mais sólidas. Se alguma dessas pessoas mostrava, porém, autonomia em relação ao 'chefe', simplesmente ele as afastava, custasse isso o que custasse.
Quanto ao seu interesse nas ciências ocultas, muitas vezes aventado, ele centrava-se na procura de uma via pela qual a energia espiritual de um povo, a força espiritual de uma nação (coisa nebulosa, não há dúvida) encarnava numa pessoa só... Ou seja, mais uma vez, a legitimação de uma pretensão era o que ele procurava.
As suas relações com a Igreja Católica tornam-se também claras com a leitura desta obra. Com a Igreja, tal como com tudo o resto, o que lhe interessava era poder manipulá-la. O Papa, tantas vezes acusado de colaboracionismo, sai salvaguardado desta história, pois nunca acreditou que ele fosse católico e nunca deu o seu aval à acção do pequeno grupo de eclesiásticos católicos que pretendia envolver Hitler através de um programa político que ligasse astutamente a doutrina da Igreja e o Nacional-Socialismo. Não quer dizer que não acreditasse em Deus - sobretudo quando se sentiu perdido isso se notou mais. Quer dizer que pensava em si próprio como um ser superior, que encarnava a tal energia extraordinária do espírito de uma nação que se sobrepunhas às doutrinas da Igreja. Provavelmente para ele a Igreja era só uma máquina de manipulação e domínio e a máquina que ele queria construir devia absorver essa.
Outro aspeto que ressalta da leitura do livro de Timothy Ryback é o ritmo muito rápido de leitura. Provavelmente (T. Ryback não fala nisso) Hitler saltava páginas que não lhe interessavam diretamente...
Ainda assim, a sua é também uma história de livros. E os livros alimentam mesmo as cabeças doentes, como podemos ver hoje por símiles hitlerianos, por exemplo os do fascismo islâmico...
20.8.13
pacificação no Zaire?
Não dei por nenhuma pacificação, só vi combates e rebates. A notícia do Jornal de Angola é mais exacta que o título:
Pacificação do Congo é elogiada pela SADC
Cimeira saúda desdobramento das tropas na RDC (já viram que o sub-título não condiz com o título?)
A Cimeira de Chefes de Estado e de Governo da SADC, na qual o Presidente José Eduardo dos Santos esteve representado pelo Vice-Presidente da República, Manuel Vicente, encerrou com elogios pela forma como está a ser tratado o processo de pacificação na República Democrática do Congo (RDC). De acordo com o comunicado final da cimeira, que decorreu em Lilongwe, Malawi, os estadistas da região acolheram, com agrado, o desdobramento da Brigada de Intervenção da SADC na RDC, que visa conter a deterioração da situação humanitária e de segurança no leste daquele país. O documento, de 36 pontos e lido pelo secretário executivo cessante da SADC, Tomás Salomão, refere que a Cimeira saudou a assinatura do Quadro de Cooperação para a Paz e Segurança na RDC e na região, em Addis Abeba, Etiópia, a 24 de Fevereiro último.
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